Uma virtude importante no lar: a economia

Olá a todos!
Eis a ideia para vocês refletirem ao longo da semana: “uma virtude importante no lar: a economia”.

Uma virtude importantíssima para ser vivida por todos nós – e também num lar – é a da economia. Quantos atritos são gerados entre casais por problemas financeiros quando um dos cônjuges gasta mais do que deveria, porque não sabe controlar seus gastos.

Para fazermos uma reflexão sobre esse tema, vejamos o texto abaixo, que é bem interessante e nos levará a pensar no valor dos bens terrenos, na importância de não desperdiçá-los, no cuidado que devemos ter para que as coisas durem etc.

Recebemos de Deus tantos bens: o tempo, a comida, a roupa que vestimos, o dinheiro que nos consegue o que precisamos, e a saúde, a inteligência, a habilidade, a ener­gia… Para o bom rendimento da nossa atividade e para o bem-estar do nosso lar, é necessário que não os desperdicemos, e que utilizemos da melhor maneira possível os recursos de que dis­pomos, por pequenos que sejam. Este é o objeto da virtude da economia.
 
A palavra “economia” vem do grego, e signifi­ca literalmente a lei da casa ou a ordem na casa. Sabemos que uma casa não é um lugar grato se nela não reina a ordem (…) As roupas bem escovadas e cuidadosamente do­bradas duram muito mais. Os utensílios bem la­vados e guardados depois de terem sido usados estão menos expostos à ferrugem. O tempo gasto em arrumar os objetos de uso pessoal é menor do que o que perdemos tentando saber onde é que se terão escondido.
 
Numa   casa   ordenada   não   há   desperdícios; aproveitam-se coisas que em outras casas se jogam no lixo. Uma folha de papel, um pequeno pedaço de pano, um fiozinho de lã ou de linha, ao invés de serem jogados no cesto dos papéis, são guardados numa caixa ou numa gaveta es­pecial, e algum dia nos alegramos de reencon­trá-los.
 
A economia não deve ser confundida com a mes­quinhez; pelo contrário, é a economia que permite gastar, sempre com medida. Há pessoas que se arruínam com despesas feitas sem motivo algum. Deixam-se tentar por um preço baixo, mas acabam jogando fora o dinheiro porque compram sem necessida­de. Alguém me dizia: “Não sou suficientemente rico para comprar numa liquidação”.
 
Por outro lado, comparar preços não é avare­za, mas perspicácia para evitar despesas inúteis. Sem dúvida, hoje em dia não é fácil estabelecer um orçamento, mesmo o de uma família. E aqui também não vai a economia fechar impiedosamente a bolsa, mas ordenar sabiamente as des­pesas, reduzindo o acessório para garantir o prin­cipal.
 
A virtude da economia, indo para uma dimensão mais alta, nos ensina a respeitar a obra de Deus, fazendo-nos reconhe­cer o preço de todos os bens de que desfrutamos (…)
 
Numa página magnífica, em que condena os ho­mens que abusam de suas riquezas, Gratry inter­rompe-se para refletir sobre o respeito e a estima que se deve ter pelo dinheiro: “Que é afinal o dinheiro — escreve ele — e donde é que vem? O dinheiro é trabalho acumulado, é tempo, é vida humana, é sangue, são suores, são lágrimas. Isso é o que tendes entre as mãos. Não vos assiste o direito de profaná-lo” (“As Pequenas Virtudes do Lar”, Geoge Chevrot, Ed. Quadrante).

Algumas perguntas para exame:
– tenho feito gastos desnecessários?
– antes de gastar, procuro pensar se aquilo é necessário?
– deixo-me dominar pelo impulso nas compras?
– faço um controle dos meus gastos?
– cuido para que os objetos que possuo durem muito?
– deixo-me dominar pela “necessidade” de ter as coisas do último modelo?

Que esta reflexão nos ajude a ter um senhorio sobre os bens terrenos, lembrando que eles são um meio e não um fim na nossa vida. Nosso fim é amar a Deus e ao próximo.

Uma semana abençoada a todos!
 
Padre Paulo