Um grande defeito da convivência: querer tudo do nosso jeito

Olá a todos!
Eis a ideia para vocês refletirem ao longo da semana: “um grande defeito da convivência: querer tudo do nosso jeito”.

Saber conviver é uma grande arte, mas é sobretudo uma obra da caridade, que nos leva a dar a nossa vida para que as pessoas sejam felizes.

Nesse caminhar em direção à boa convivência, deparamos com um defeito que, uma vez detectado, deve ser combatido com todas as forças. Esse defeito é querer que tudo seja do nosso jeito.

Não é preciso muito esforço para perceber que uma pessoa que tenha esse defeito tornará impraticável a boa convivência, onde quer que ela esteja.

Poderíamos definir a convivência como a relação de pessoas que estão unidas por algum elo em que o que se procura é o bem de cada um.

Portanto, a convivência autêntica vai além do mero conviver ou, pior ainda, do suportar. A convivência que Cristo nos ensina a praticar é aquela que está permeada por uma profunda caridade, na qual uns procuram dar a vida pelos outros para que eles sejam felizes. Não apenas convivo, mas dou a vida. Não apenas suporto, mas amo. Quem ama não vê os outros como uma carga, como um peso, mas como um irmão, uma irmã que me pede uma entrega, uma doação.

Se a lógica da convivência é a lógica da caridade, isto é, dar a vida pelos outros para que sejam felizes, não tem sentido conviver com o próximo querendo todas as coisas do meu jeito. Se vivo dessa forma, estou pensando em mim e não no bem dos outros.

Tenho este defeito? Percebo que deve ser combatido? Percebo que há muitas coisas que são opináveis, que podem ser vistas de diversas formas e que, portanto, não existe um único caminho, uma única solução?

Não é verdade que o querer tudo do nosso jeito é uma grande falta de sabedoria e também um grande egoísmo?

É uma grande falta de sabedoria porque, como dissemos, há muitas formas, muitos ângulos pelos quais pode ser vista a mesma realidade. Uma pessoa sábia tem isso presente. Querer que todos vejam a realidade do modo como vemos é ter uma visão estreita, míope. Não há dúvida de que às vezes o nosso modo de ver é o mais correto, mas em muitas outras vezes talvez não. Talvez o matiz ao qual o outro está dando importância seja realmente o mais importante.

É também um grande egoísmo. Se for para ir ao restaurante, pensa ela, tem que ser naquele de que eu gosto, se for para comprar uma roupa, tem que ser naquele shopping que eu prefiro, se for para assistir a um filme, tem que ser aquele que me agrada. O que diríamos de uma pessoa que pensa assim? Diríamos que é uma pessoa egoísta e mimada, que aprendeu a fazer só as coisas de que gosta.

Vamos ficar atentos contra esse grande defeito da convivência, pois ninguém consegue viver ao lado de uma pessoa assim. Por outro lado, como é agradável viver ao lado de alguém que não pensa em si. Pensemos nisso!!!

Uma semana abençoada a todos!

Padre Paulo