Sou barro ou rocha?

Olá a todos!
Eis a ideia para vocês refletirem ao longo da semana: “crescer em fortaleza: sou barro ou rocha”.

Já reparamos na diferença que existe entre o barro e a rocha? O barro, qualquer chuva o dilui, qualquer enxurrada o carrega para as mil valetas dos caminhos, qualquer depressão do terreno o transforma em charco… A rocha mantém-se firme em face das tempestades, levanta-se como um baluarte diante das ondas furiosas, emerge mais brilhante depois da tormenta, como um desafio ao mar e à impetuosidade das ondas.
 
Assim são os homens, fracos ou fortes, como o barro e a rocha.
 
Os primeiros falam-nos de debilidades e desleixos, de apatias e acomodações; desse deixar-se diluir pelas contrariedades; dessa tendência habitual a resvalar para o mais cômodo, substituindo o melhor pelo mais fácil; dessa inclinação para ficar à mercê da opinião alheia, para deslizar pela vertente dos sentimentalismos e das depressões, para ser jogado em qualquer valeta da vida ou permanecer estancado, como charco, diante de qualquer obstáculo.
 
Os segundos são um cântico à resistência; mantêm firmes os contornos da sua personalidade no meio dos antagonismos e das oposições; são fiéis aos seus princípios e objetivos nos ambientes mais adversos; não perdem a sua própria identidade ao enfrentarem as marés contrárias da opinião pública; as turbulências da vida não os derrubam, antes fazem ressaltar mais ainda a sua fortaleza. Com razão o Evangelho compara a vida dos homens fracos e dos fortes à daqueles que edificam a sua casa sobre areia, fofa e inconsistente, ou sobre a rocha, sólida e segura (cfr. Mt 7, 24-27).
 
A que classe de homens pertencemos: somos inconsistentes como o barro ou sólidos como a rocha?
 
Consideremos bem que esta pergunta questiona não já um aspecto da nossa personalidade, mas toda ela considerada no seu conjunto, porque se diz precisamente que alguém tem personalidade quando mantém, como a rocha, em todo o momento — no meio da variedade das circunstâncias, mesmo as mais adversas —, uma unidade forte e coerente, um centro de equilíbrio sólido e permanente, alicerçado nos mais profundos princípios e convicções pessoais.
 
Por isso, ao falarmos de fortaleza, poderíamos continuar a interrogar-nos com perguntas que comprometem toda a nossa personalidade: tenho eu essa estabilidade intelectual e emocional? Possuo um centro medular de convicções inabaláveis? Sustento firmemente essas convicções ao longo da minha vida, de modo a comunicar-lhe unidade, resistência, coerência e segurança? Como vemos, são perguntas que envolvem o nosso ser como um todo (Rafael Llano Cifuente, A Fortaleza).

Como são valiosas essas palavras deste autor. Parece que se dirigem a nós e nos fazem pensar através de vários sinais se somos fortes de verdade ou se a nossa fortaleza é apenas aparente. Leiamos com calma este texto parando para pensar em cada palavra.

Não nos assustemos se não somos tão fortes assim. Todos nós podemos crescer bastante nessa virtude.

Uma dica para crescer em fortaleza no dia a dia é esta: cumprir o pequeno dever de cada momento sem desculpas, sem adiamentos, sem justificativas. É o que dizia Fernando Pessoa na sua poesia “Mensagem”: “Meu dever fez-me. O desejo de ser rei almou meu ser”.

Quanto podemos crescer cumprindo o pequeno dever de cada momento, seja ele chato, gostoso, difícil ou trabalhoso!!! Tentemos fazer isso nesta semana e veremos quanto as fibras da nossa alma se fortalecerão. Vale a pena!!!
 
Uma santa semana a todos!
 
Padre Paulo