A resposta da fé: o otimismo

Olá a todos!
Eis a ideia para vocês refletirem ao longo da semana: “resposta da fé: otimismo”.
 
Se temos fé, só há uma reposta para ela: o otimismo. É o que Jesus nos ensina, por exemplo, no famoso episódio a multiplicação dos pães e dos peixes.
 
Quantas vezes vemos que os nossos meios para resolver um problema são bastante escassos, como aqueles 5 pães de 2 peixes que os apóstolos conseguiram para alimentar uma multidão que seguia Jesus. Mas isso não tem problema se estamos juntos de Deus. Deus transforma os 5 pães e os 2 peixes, se necessário, em centenas, em milhares. E foi o que aconteceu naquela ocasião e ainda sobraram doze cestos.

A essa notícia, Jesus partiu dali numa barca para se retirar a um lugar deserto, mas o povo soube e a multidão das cidades o seguiu a pé. Quando desembarcou, vendo Jesus essa numerosa multidão, moveu-se de compaixão para ela e curou seus doentes. Caía a tarde. Agrupados em volta dele, os discípulos disseram-lhe: Este lugar é deserto e a hora é avançada. Despede esta gente para que vá comprar víveres na aldeia. Jesus, porém, respondeu: Não é necessário: dai-lhe vós mesmos de comer. Mas, disseram eles, nós não temos aqui mais que cinco pães e dois peixes. Trazei-mos, disse-lhes ele. Mandou, então, a multidão assentar-se na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, elevando os olhos ao céu, abençoou-os. Partindo em seguida os pães, deu-os aos seus discípulos, que os distribuíram ao povo. Todos comeram e ficaram fartos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos cheios. Ora, a multidão era de aproximadamente cinco mil homens, sem contar as mulheres e crianças (Mateus 14, 13-21).

Algo semelhante ocorreu na vida de São João Maria Vianney, que é um dos maiores santos franceses junto com Santa Teresinha do Menino Jesus. Esse santo, preocupado com as crianças órfãs que viviam na região da sua paróquia, decidiu fazer um orfanato com o significativo nome de Providência. Na verdade, aquela casa não teria outro provedor senão “o próprio Deus”. Numa ocasião, a provisão de trigo que se guardava no celeiro da casa paroquial para alimentar o orfanato ficou reduzida a quatro grãos, espalhados sobre o pavimento. Nada se podia esperar dos paroquianos, pois a colheita fora ruim. O Padre Vianney pensou, com muita tristeza, que se algo não acontecesse teria de despedir uma parte de suas orfãzinhas.

Nada esperando dos socorros humanos, apelou para Deus. Pediu um verdadeiro milagre. Depois recomendou às órfãs que se unissem com ele para pedir a Deus “o pão de cada dia”. Pôs-se em oração. Terminada a reza disse a Joana Maria Chanay: “Vai ao celeiro para ver como está”. Quando abriu a porta, uma quantidade imensa de trigo saiu por ela. “Milagre”, gritou Joana!!! Saiu correndo para contar ao Padre Vianney enquanto ia gritando pelo caminho: “O celeiro está cheio, o celeiro está cheio!”.

O Padre Vianney foi correndo para ver o acontecido. Notou que o novo trigo tinha uma cor diferente da do outro. Ficou maravilhado! Nunca vira o celeiro tão cheio. O montão de trigo tinha a forma de um cone e chegava até o teto! No fim de tudo, concluía: “Deus é assim!!! Sempre nos dará o pão de cada dia”!!! E refletia: “O maná que Deus deu ao povo judeu naqueles quarenta anos de travessia do deserto não podia, por instrução divina, ser acumulado de um dia para o outro. Deus queria que os que recebessem aquele alimento não perdessem a consciência de que se tratava de um dom divino e se abandonassem n’Ele, ao invés de buscar uma segurança meramente humana”.
 
Voltemos para a cena da multiplicação dos pães e dos peixes. Para os apóstolos, aquela foi uma clara lição de fé. Alguns meses depois, o Senhor lhes iria pedir que colocassem sobre os seus ombros a salvação de milhões de almas: ide ao mundo inteiro e pregai o evangelho a toda criatura (Marcos 16, 15). Sem dúvida lhes cairia em cima uma tarefa que claramente os superava. Quem eram eles? O que podiam fazer? Não seria mais razoável propor metas que estivessem ao seu alcance?
 
Então trariam à memória o ocorrido na multiplicação dos pães e se encheriam de confiança, de otimismo. E com esse otimismo, confiando plenamente em Deus, conseguiram realizar aquela missão tão grande espalhando o cristianismo aos quatro cantos da Terra.
 
Que a meditação desse milagre do Evangelho nos encha de um grande otimismo, fazendo-nos empregar nossos meios, muitas vezes escassos, para levar esta vida confiando inteiramente na providência divina, que sempre nos dará o pão de cada dia e fará os milagres que serão necessários, principalmente se colocarmos Deus em primeiro lugar.

Uma santa semana a todos!
 
Padre Paulo