O verdadeiro amor a Deus

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Olá a todos!
Eis a ideia para vocês refletirem ao longo da semana: o verdadeiro amor a Deus”.

As pessoas costumam me dizer: “Eu amo muito a Deus. Eu agradeço as coisas a Ele, eu peço, eu procuro rezar o Pai-Nosso, a Ave-Maria” etc.

Nessas horas sempre me vem à mente que, em geral, a nossa relação com Deus é muito focada em nós mesmos. Eu agradeço as coisas que Deus “me” dá, eu peço coisas a Ele para “meus familiares”, para “mim” etc. De certa forma é natural essa atitude, pois Deus é a nossa fonte de alegria e de bem-estar, e, como é nosso Pai, regozija-se em dar-nos tudo aquilo de que precisamos.

No entanto, não podemos deixar de ter o foco também, como ocorre em toda relação humana de amor, na pessoa que nos ama: se ela está bem, se está precisando de alguma coisa, quais são as suas preocupações etc. Com relação a Deus: se Ele está bem, se está precisando de alguma coisa, quais são as suas preocupações etc.

Nesse sentido, nunca me esqueço de um filme ao qual assisti quando era pequeno, que marcou para sempre a minha vida: “Marcelino, Pão e Vinho” (vocês podem encontrar esse filme neste link:http://gloria.tv/?media=74363).

Esse filme conta a história de um garoto chamado Marcelino que é abandonado por sua mãe num convento e passa a ser cuidado pelos monges. Ele vai crescendo e, quando já estava um pouco grandinho e podia andar, os monges lhe dizem que era proibido subir umas escadas que existiam no convento. Logicamente, o menino fica curioso para saber o que havia lá em cima, e assim cresce alimentando o desejo de um dia subir aquelas escadas.

Em determinado dia, não vendo monges por perto, decide subi-las. Lá em cima havia uma porta. Ele então a abre e depara com uma espécie de porão escuro que abrigava todo tipo de objetos. Anda mais um pouco e vê outra sala. Entra e encontra um crucifixo em tamanho natural. Olha para ele e, de repente, sai correndo, desce as escadas e vai até a cozinha. Pega escondido um pedaço de pão e um copo de vinho. Volta a subir as escadas e, estando diante do crucifixo, oferece o pão e o vinho a Jesus. Eis que Jesus se mexe do crucifixo e pega o pão e o vinho.

A partir daí, Marcelino viverá para cuidar de Jesus. Todos os dias levará escondido um pedaço de pão e um copo de vinho e conversará um pouco com Ele. A história continua, mas o final fica para vocês verem.

O que podemos tirar de lição da atitude de Marcelino? Cuidar de Jesus. Pensar mais em Deus. Devemos nos preocupar se Ele está com fome, se está com sede, se está passando bem, se está precisando de alguma coisa etc. Veremos como Jesus nos dirá muitas coisas que se passam no seu coração.

Isso é amar a Deus!!! Amar a Deus não é só pensar em nós, no que Deus nos dará e agradecer. Amar a Deus é pensar nEle, é cuidar dEle.

Façamos o propósito de pensar mais em Deus, nas suas alegrias, necessidades e preocupações. Que bom seria se estivéssemos pendentes dessas santas preocupações durante todo o dia!

Façamos o propósito de cuidar de Deus. Por exemplo, fazendo-Lhe companhia junto ao sacrário das igrejas. Como sabemos, Jesus está presente de modo especial no sacrário das igrejas, que é aquele lugar, em geral uma caixa dourada, onde a hóstia fica reservada e é assinalado por velas permanentemente acesas, indicando a Sua presença. Quantas horas do dia Jesus fica sozinho nas igrejas. Que bom seria se começássemos a ter a preocupação de entrar numa igreja, próxima à nossa casa ou ao local de trabalho, e ficar ali uns minutinhos para fazer-Lhe companhia.

Não há dúvida de que se fizermos esses propósitos o nosso amor a Deus crescerá muito mais e, logicamente, seremos muito mais felizes, porque Jesus não deixará de cumprir esta promessa: “Aquele que me ama meu Pai amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada” (Jo 14, 23). Vale a pena!

Uma santa semana a todos!

Pe. Paulo

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