O segredo para o crescimento interior

Olá a todos!
Eis a ideia para vocês refletirem ao longo da semana: “o segredo para o crescimento interior”.

Outro dia li um texto no qual vi o segredo para o nosso crescimento interior. Todos nós queremos ser cada dia melhores, evoluir sem parar. E muitas vezes somos levados a pensar que esse processo de crescimento depende exclusivamente de nós. Não é verdade! Não podemos nos esquecer de que Deus é o primeiro interessado nesse crescimento, pois, como bom Pai, quer que nos pareçamos cada vez mais com Ele.

O texto que li fala da busca da santidade, que é justamente a busca por parecer-nos cada vez mais com Deus. E ensina também que a santidade é muito mais deixar Deus agir em nós do que nós agirmos. Veja o que ele diz:

Deus dá a todos os homens os favores da sua graça. A todos os homens. Mas por que dá mais aos santos? Sem dúvida, porque eles pedem mais, porque insistem mais; porque, profundamente conscientes da sua indigência, mendigam mais: a todas as horas e em tudo, procuram tudo em Deus… e em Deus encontram tudo.


Em última análise, a musculatura da santidade consiste numa boca muito pedinchona e numas mãos muito recolhedoras.


Um santo é um avarento que se vai enriquecendo de Deus à força de se despojar de si. Um santo é um pobre que faz a sua fortuna depenando o baú de Deus. Um santo é um fraco que se amuralha em Deus e nEle constrói a sua fortaleza. Um santo é um que esvazia sua sabedoria para se ilustrar e se doutorar com a sabedoria de Deus. Um santo é um rebelde que prende as suas próprias mãos com as algemas da liberdade de Deus. Um santo é um pobre pecador que lava a sua imundície na misericórdia de Deus. Um santo é um nômade que edifica em Deus a sua casa, a sua cidade e a sua pátria. Um santo é um medroso que se torna audaz e valente escudado no poder de Deus. Um santo é um anão que se dilata e se agiganta com a magnificência de Deus. Um santo é um ambicioso de tal envergadura que só se satisfaz possuindo cada vez mais os dons de Deus.


Um santo é um homem que toma tudo de Deus: um ladrão que rouba de Deus até o seu Amor para poder amá-lo.


E Deus deixa-se saquear pelos seus santos. Esse é o júbilo de Deus. E esse, o secreto negócio dos santos.


Então, o que é mais importante? O que é mais valioso? O que o homem faz por Deus ou o que Deus faz pelo homem? Ah! Essencialmente, a santidade é uma questão de confiança: depende do que o homem estiver disposto a deixar que Deus faça nele. Não é tanto o “eu faço” como o “faça-se em mim”.


A árvore produzirá ramos, folhas, flores e frutos, com a condição de que se deixe impregnar pela seiva e pela chuva, e se deixe podar pela foice e pelo facão divinos.


O santo é um homem para quem o amor, a fé e a esperança, longe de serem ásperos esforços solitários, são vivências acompanhadas, experiências compartilhadas. O santo não ama nem crê nem espera sozinho: sempre conta com Deus.


Enfim, um homem que se fia em Deus: isso é um santo
(Pilar Urbano, O homem de Villa Tevere).

Que bonitas são essas palavras, não é verdade? São verdadeiramente reveladoras! Nelas se encontra o segredo para a evolução interior: junto com o processo de esvaziar-se de si, pedir a Deus, “saquear” a Deus para preencher-se de Deus.

Vamos fazer o propósito, sem deixar de pôr o empenho da nossa parte, de pedir mais a Deus a sua graça. De ser pessoas, como diz o texto, muito pedinchonas. Fazendo isso, vamos seguir o caminho dos santos que foram pessoas que terminaram a vida muito parecidas com Deus, ainda que nunca cheguemos a ser como Ele.

Uma santa semana a todos!

Padre Paulo