A bondade autêntica – I

Olá a todos!
Eis a ideia para vocês refletirem ao longo da semana: “a bondade autêntica – I”.

Se formos até uma das avenidas ou ruas principais de nossa cidade e fizermos uma enquete perguntando às pessoas se elas são boas, com certeza todas irão responder que sim. E aí nos perguntamos: se todas as pessoas são boas, porque no mundo há tanta maldade, há tantas pessoas passando por necessidades, sem ter quem lhes ajude?

É que, na verdade, a bondade tanto pode ser falsa como adquirir níveis maiores ou menores. Essa luz da gradação da bondade, apesar de parecer tão evidente, não é tão evidente assim, pois costumamos simplesmente distinguir entre pessoas boas e ruins. Quando muito, no que diz respeito à bondade, dizemos que fulano ou fulana é “muito bom (boa)”.

Mas, na verdade, há inúmeros graus de bondade. Há pessoas, por exemplo, boazinhas, medianamente boas, boas, muito boas etc.

O nível máximo de bondade é Jesus Cristo, que é o próprio Deus. São Pedro diz, resumindo a vida de Cristo, que “passou pelo mundo fazendo o bem” (Atos 10, 38). É difícil de traduzir em palavras toda a profundidade desta frase de São Pedro. Ela é de uma densidade infinita! As obras de Jesus Cristo foram tão impressionantes que simplesmente levaram os historiadores a dividirem a história do mundo em duas partes: antes do seu nascimento e depois do seu nascimento. Nenhum líder deixou até hoje tanta marca, causou tanta impressão aos olhos humanos. Seus gestos, seu olhar, suas palavras e ações ficaram gravadas para sempre no coração dos homens.

Para citar apenas uma obra de Jesus, pois precisaríamos de muitos livros para falar de todas elas, podemos dizer que a maior de todas foi ter trazido à terra a semente para ser criada a civilização das civilizações: a civilização do amor; e ter aberto através do amor as portas para o reino eterno do amor, do amor infinito, na outra vida. Cristo não só trouxe este amor, mas viveu-o em plenitude amando a cada um de nós com o amor mais perfeito que possa existir. Nunca um amor foi vivido e manifestado com tanta grandeza.

Para falar sobre a bondade máxima, deveríamos discorrer sobre toda a vida de Jesus Cristo para ter esse parâmetro e poder espelhar-nos. Mas esta é uma tarefa que deixo a vocês através da leitura e meditação dos santos Evangelhos.

Todos nós estamos chamados a imitar Jesus Cristo, a sermos, como dizia um santo, Cristo que passa. O desejo de Jesus Cristo é de continuar passando pela terra através de cada um de nós. E que nossa vida seja resumida como a dEle: passou pelo mundo fazendo o bem, um bem imenso, inimaginável.

Neste sentido, já podemos nos perguntar:
– sou uma pessoa que procuro fazer o bem?
– há algum tipo de maldade no meu coração?
– sou bom com as pessoas que me tratam mal?
– meu amor é incondicional, para com todos os homens, como o de Cristo?
– tem alguém que eu fiz o mal e ainda não perdoei?
– quais são os meus defeitos? Sei dizer quais são? Sei enumerá-los sabendo que todos nós temos muitos defeitos e não apenas um ou dois?
– já meditei sobre os sete pecados capitais para ver o nível de maldade que há no meu coração? Os sete pecados capitais são: soberba (orgulho), avareza, luxúria, inveja, gula, ira e preguiça.

Na próxima mensagem vamos começar a falar dos níveis de bondade.

Uma semana abençoada a todos!
 
Padre Paulo